Em meio a agitação da cidade muitas solidões
São pessoas individualizadas, cada uma no seu mundo particular
Algumas fingem ser felizes, outras realmente são
Algumas fogem de si, desconhecem o verbo amar
Vidas que seguem, algumas paralizam no silencio de sua solidão
Não que ela seja ruim, mas sem medida pode transformar-se em depressão
O medo tomou conta das cidades, antes assolava as crianças
Talvez por serem mais frágeis, hoje atinge todas as idades
Medo de não sobreviver à violência
Medo de perder um ente querido
Medo de perder a vida, não a externa, mas a interior
Vida urbana aprisionada no medo
Escondida dentro de si como um segredo
Vidas que seguem sobrevivendo a cada dia
Na esperança de ser livre desse caos de agonia
E quem sabe respirar com alívio, a vida com a paz...
Que tanto sonhamos.
Andréia Cristina A. Hallier

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